Vocho, Beetle, Coccinelle, Escarabajo, Besouro, Fusca, Fusquinha e Fuqueta não faltam nomes para apontar e reverenciar o famoso Volkswagen sedã. Idealizado pouco antes da II Guerra Mundial, em 1934, passou a ser produzido em escala industrial em 1938, com o aval de Adolf Hitler para começar a construção em Fallersleben. O Volkswagen (carro do povo, em alemão) era a primeira cartada audaciosa de um governo sem precendentes na história, em todos os sentidos, do derramamento de sangue ao desenvolvimento industrial.
No Brasil, o carrinho concebido por Ferdinand Porsche (sim, o mesmo dos esportivos alemães) só chegou às ruas em 1955/1956, com o término da construção da fábrica Volkswagen em 1955. À época, o Fusca já havia vendido mais de 1 milhão de unidades pelo mundo, dentre as 20 milhões que venderia em toda sua trajetória. E se você leu bem o começo, o "olho" da matéria, viu que o Fusquinha 1952 só pode ter sido importado. Isso mesmo, um raro Fuca importado. Do outro lado, um Fusca Herbie atualizado, ambos da mesma cidade, Curitiba, PR. Ambos literalmente de parar o trânsito.
FUSCA 1952
O que mais o difere dos outros modelos históricos é a luz de seta "bananinha", no meio da coluna central, e as minúsculas lanternas traseiras, além da skip window (janela bipartida). Mas neste carro também há rodas TSW Zenon gringas de 17", pneus Toyo 205/40 e uma suspensão bem baixa, a ar. O dono, Ronal¬do Matusne, é quem faz as alterações na sua própria empresa, a NiponVW, sempre sob o lema de "respeitar e impor limites à customização para não arriscar em descaracterizar um carro tão clássico". Os antigomobilistas agradecem.
Bom, as linhas permaneceram inalteradas, mas o resto... No motor, pode-se ver uma "leve" mudança. A começar pela tampa traseira, que pode tanto ser de acrílico esverdeado ou na lata, como a do modelo original, aerografada por Ronaldo. O antigo e minúsculo 1.2 l deve ter saído lá de dentro e ter sido instalado em alguma enceradeira, batedeira, liquidificador... Assim, Matusne incorporou um propulsor de Fuscão "miliseis" em seu exemplar. Não contente, descolou uma turbina Master Power T2, instalou coletor anti-térmico e, mesmo sem mexer na carburação, e ainda contando com o valente câmbio de 4 marchas original, conseguiu a façanha de extrair excelentes 130 cv do motor.
Para frear a força extra, há freio a disco nas quatro rodas, adaptados do próprio Fusca 1986, na frente, e de VW Gol, atrás. A cor amarela, de grande impacto visual, vem de uma fórmula criada pela própria NiponVW. Seus retrovisores vieram de uma motocicleta e os pára-choques sumiram. "Quis transformá-lo em uma mistura de hot rod, mantendo linhas originais e equipamentos mais atuais", conta o descendente da Terra do Sol Nascente.
Por dentro, não há espaço traseiro. Aquele papo de respeitar limites ficou lá fora. O carro vem com DVD Panasonic "Robocop", monitor de 7", kit duas vias de 5", da Falcon, 1 sub de 12" e dois módulos da mesma marca. Tudo feito com o aval da mulher de Ronaldo, Mitie Matsunaga. Este "Fuca" já tem troféu importante na estante, como o de melhor carro antigo exposto no concorridíssimo FLMS (Força Livre Motorsport Show), disputando, entre outros, com os renomados Batistinha e Conte.
HERBIE
Já o outro estilo, faz o clima ficar nostálgico para quem tem entre 8 e 80 anos. Isso porque além de trazer toda a vestimenta típica de um dos astros de quatro rodas mais famosos do planeta, além carrega nas inovações, que vão da pintura ao motor redimensionado. Um protótipo de Herbie do século XXI sobre a mesma base do besourinho inteligente de Hollywood.
Feito pela mesma NiponVW, este Fusca 1982 é um extinto 1300-L. Erik Wolf o comprou e não sabia como customizá-lo até o dia que lhe veio o Herbie à cabeça. Mas não um Herbie comum. "Queria um carro mais moderno, mais moderno até que o do último filme. Com faixas diferentes e só os números e o estilo para lembrá-lo", conta mostrando como Ronaldo pintou as faixas laterais e longitudinais "estremecidas pelo vento".
Ele pode nem ser tão esperto quanto o original, pois "parece" não ter vontade própria, mas esconde sob o capô traseiro alongado 180 cv de potência. Erik equipou seu Herbie com motor AP-800, com cabeçote retrabalhado e carburação 2E, "virou" para álcool e, sem dó, mandou um caracol Garrett 42/48 para soprar lá dentro. A pressão de 0,8 bar foi considerada ideal e suficiente para o dia-a-dia "já que é o único carro que eu tenho e não posso arriscar a vida útil dele", argumenta o fanático Erick.
A suspensão também é a ar e as rodas são TSW de 17", equipadas com pneus Yokoha¬ma de 205/40. O Herbie perdeu os pára-choques e, além da nova tampa traseira como que moldada ao motor, na dianteira ganhou grandes entradas de ar, na "caixa" e no capô para arrefecer o radiador do novo motor. Os retrovisores, assim como no clássico de Ronaldo, também vieram das magrelas motorizadas de duas rodas. As lanternas traseiras agora são dois filetinhos de luz, acompanhados mais abaixo pela luz de ré. Os faróis são "olho-de-sapo".
Por dentro, o besourão traz novos manômetros, junto com o painel satélite original, conta-giros Auto Meter e bancos concha San Marino. Ainda precisa de alguns ajustes no acabamento interno, mas nada que o deprecie. Atrás do volante carrega dono que se viciou na história do carrinho e vive desfilando camiseta e boné da "marca" Herbie, sua nova paixão.
Fonte: http://rpmtuning.terra.com.br/default_maxi.asp?tipo=1&cod=103&info=16704
Por João Anacleto - Fotos de Bruno Guerreiro |
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Gostaria de endereço ou fone de pessos que tunan fusca. Tenho um e gostaria de tuná-lo. Um abrao, Nelson