Fusca com mais de 500 cavalos

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Tudo sobre o Fusca

Mais de 500 cavalos de fúria equipam o motor boxer deste Fusca detentor de vários títulos e recordes nos campeonatos de arrancada pelo Brasil

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Há quem duvide do nível de performance que um Fusca pode alcançar com seu modesto motor quatro cilindros contrapostos, refrigerado a ar. Porém, quem vive no “meio” das provas de arrancada e corridas automobilísticas sabe muito bem o que pode acontecer se um besourinho for modificado, ou seja, performance pura. Se ainda for a oficina Sportsystem de São Paulo quem meteu o bedelho na sua máquina, então a história toma outras proporções, pois, segundo o Instituto Street Motors de Performance, a Sportsystem encontra-se no topo das oficinas especializadas em preparação dos antigos Beetles.

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Este aqui, fabricado em 1972, foi um deles. Seu proprietário, Luis Alberto de Souza, queria um carro rápido e potente, mas com características originais para que pudesse disputar as competitivas provas da categoria TBOT (Turbo Original Tração traseira), em São Paulo e STTT (Street Turbo Tração Traseira), em Curitiba. E conseguiu. No entanto, a façanha de ter um carro para disputar os títulos levou esse Fusquinha a um padrão ainda maior: de “carro a ser batido”.
Devido aos seus diversos títulos, o carro é conhecido em todo país e quando está no alinhamento para as puxadas, o público se levanta para ver os burn outs e, em seguida, as incríveis arrancadas nos 402 metros completadas, quase sempre na casa dos 10 segundos. Para conseguir tal feito, com certeza é preciso muita habilidade para controlar esse carro e uma pitada de insanidade, já que nas provas vemos o Fusca remexendo-se de um lado para o outro, por conta dos pneus de rua e não os slicks utilizados em categorias superiores.


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Preparação pesada
Se por fora, o Fusca não aparenta ter qualquer modificação (os únicos acessórios de performance são os pára-quedas, o conta-giros e as travas acima do capô), no motor a história é diferente. Assim que o coração é aberto, já deparamos com o motor OHV de quatro cilindros, equipado com pistões de 94 mm de diâmetro e bielas forjadas IASA, ligadas ao virabrequim Sportsystem de 84 mm de curso. O cabeçote, também trabalhado pela Sportsystem, recebeu válvulas de aço inoxidável com 44 mm na admissão e 37,5 mm de escape, que oferecem melhor vazão para a mistura ar/combustível, eliminando os gases da queima monitorados pelo pirômetro de quatro canais ODG, com sensores instalados na saída de escape do bloco.

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A taxa de compressão foi alterada para 9,5:1, o que melhorou ainda mais a performance do besouro “original”. Para conseguir o máximo em performance, o coletor pulsativo  produzido pela ADA Scaps é do tipo 4 em 1, ligado à turbina Biagio com carcaça fria .70 e carcaça quente 1.0, que trabalha com uma pressão de 2,3 Kg no booster, oferecendo uma potência final que beira os 550 cv. A alimentação é feita por quatro bombas de combustível com pressão de 12 bar cada, que trabalham em conjunto com oitos bicos injetores de 150 lbs, instalados em coletores de admissão Sportsystem e gerenciado pelo módulo Fuel Tech – Race Pro 1Fi - que otimiza a injeção de combustível a cada regime de giro. Para não passar das 8.000 rpm um módulo de ignição MSD 6AL foi instalado para fazer o corte. Finalizam a parte elétrica de alta performance bobina Mallory cabos de vela Nika de 10 mm e velas de grau 9 NGK.

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Para evitar quebras devido à nova potência, o conjunto de embreagem foi refeito e recebeu discos de cerâmica com quatro pastilhas e transmissão “blocada” utilizando sistema spool, responsável por distribuir em partes iguais, nas quatro rodas, toda a potência do motor. A suspensão do tipo Coil Over também auxilia no equilíbrio do besouro. Por fim, quem sofre com a fúria do motor turboalimentado é o par de pneus traseiros Yokohoma 255/60 R15, montados em rodas Douglas aro 15 x 7,5”. Já o jogo dianteiro é composto por rodas 15x4”, equipadas com pneus Firestone Firehawk 700 185/60 R15. O responsável por segurar essa locomotiva no fim da reta, além dos freios por campana traseiros, é um pára-quedas Simpson posicionado na tampa traseira.

Cadeira elétrica
Por dentro, nada de conforto, apenas dois bancos concha, sendo que o usado pelo piloto é homologado para corridas e equipado com cinto de segurança de cinco pontos da Simpson.
A princípio, é um pouco estranho visualizar os manômetros de pressão do turbo e combustível, além do conta-giros de 5” AutoMeter, posicionados do lado de fora da cabine. Porém, a facilidade em ver os mostradores justifica o local onde estão. Mas se isso te incomoda, fique tranqüilo, por dentro também há um manômetro Cronomac de pressão de óleo instalado logo acima do controlador FullTech.
Nas mãos do piloto um volante esportivo conta com dois botões: um deles para o corte de giro e outro responsável pelo booster. A alavanca de câmbio com manopla em “T” EMPI comanda a caixa de câmbio de quatro velocidades. Outros comandos como a chave geral e o botão “Start Engine” estão localizados ao lado direito, logo à frente do banco do passageiro.

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Complementam o jogo de equipamentos, que mais parece o de uma cabine de avião, chaves de acionamento das bombas de combustível e luzes indicadoras de funcionamento. O Santo Antônio finaliza o acervo de itens de segurança do carro.

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Velho de guerra
Uma lenda viva que engole as retas desde setembro de 1999 e ao passar dos anos evoluiu mecanicamente e conquistou diversos títulos, esse é o Fusca 1972, tricampeão paulista nos campeonatos de arrancadas em 2000, 2001 e 2002. Deixou marcas ainda não superadas como o tempo de 10.840 s nos 402 metros de Curitiba e também na pista de 201 metros de Interlagos, onde cravou 7.935 s. Na lista de recordes, há também um significativo, conquistado em Brasília no ano de 2003, quando fez a marca de 9.580 s, participando na categoria Força Livre contra carros de menor peso.
E este ano o Fusquinha começou com tudo. Em abril de 2007, Luis Alberto fez o recorde da pista de 201 metros em Piracicaba ao cravar 7,188 s, com 175 km/h de velocidade final na categoria STTT.
Em breve, novas modificações estão por vir como a instalação de disco de freio e um motor mais potente com a instalação de novos coletores e otras cositas más. A única certeza é que esse pequeno Fusca 72 continuará mais alguns anos reinando absoluto nas arrancadas do país.

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Edição Street Motors 12:
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Link da revista: http://www.streetmotors.com.br/stm/foru … .php?id=72
Comentários (1)Add Comment
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fusca turbo
escrito por ricardo azevedo duarte , agosto 29, 2010
adorei esse fusca,sempre soube que fusca era o bixo nas arrancadas esse pessoal ta de parabens pela preparaçao smilies/cheesy.gifsmilies/cheesy.gifsmilies/cheesy.gif

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